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Novo Imposto de Renda: alívio para quem ganha até R$ 5 mil exige atenção de contribuintes com mais de uma fonte de renda, alerta a advogada e contadora Marcela Truzzi


A mudança nas regras do Imposto de Renda, que isenta quem ganha até R$ 5 mil por mês a partir de 1º de janeiro de 2026, vai aliviar o bolso de cerca de 15 milhões de trabalhadores brasileiros, mas exige organização de quem possui mais de uma fonte de renda. Em entrevista à EPTV Campinas, a advogada tributarista e contadora Marcela Truzzi, da VN Advogados, reforçou que, apesar do alívio mensal, muitos contribuintes podem se surpreender com imposto a pagar na declaração do ano que vem se não fizerem planejamento.​


O que mudou no Imposto de Renda

  • Quem recebe até R$ 5 mil mensais passa a ficar isento do Imposto de Renda na fonte, reduzindo o desconto direto no contracheque.​

  • Foi criada uma faixa intermediária de alívio tributário para rendas entre R$ 5 mil e R$ 7.350, com isenção parcial e desconto decrescente no imposto.​

  • Acima de R$ 7.350 mensais, segue valendo a tabela progressiva atual, sem mudança nas alíquotas já conhecidas pelos contribuintes.​


Alerta de Marcela Truzzi sobre múltiplas rendas

  • Marcela Truzzi explica que quem tem mais de uma renda precisa somar todos os valores: se o total mensal ultrapassar R$ 5 mil (ou mesmo R$ 7.350), pode não haver retenção na fonte, mas haverá acerto na declaração anual.​

  • A especialista em direito tributário orienta que esses contribuintes guardem parte do valor que deixou de ser retido ou façam antecipações mensais à Receita Federal, para evitar surpresa com imposto a pagar em 2027, referente ao ano-calendário de 2026.​


Impacto para a alta renda e lucros

  • A tributação da alta renda também foi alterada, com imposto mínimo incidindo sobre rendas acima de R$ 50 mil por mês ou R$ 600 mil por ano, com alíquotas progressivas de 0% a 10%.​

  • Lucros e dividendos que superem R$ 50 mil mensais, assim como valores recebidos do exterior, passam a ter retenção na fonte de 10% de Imposto de Renda, deixando de ser totalmente isentos.​


Efeito no bolso ao longo do ano

  • Trabalhadores que se enquadram na nova isenção ou no desconto parcial já devem sentir a diferença no salário de janeiro, normalmente pago no fim do mês ou início de fevereiro, com mais dinheiro disponível para outras contas.​

  • A expectativa é de economia de até R$ 4 mil por ano para quem recebe até R$ 5 mil por mês, valor que muitos planejam usar para pagar aluguel, contas domésticas ou pequenas melhorias na qualidade de vida.​


Declaração de 2025 continua igual

  • Marcela Truzzi ressalta que a declaração a ser entregue neste ano ainda se refere a 2025 e segue a tabela antiga, sem os efeitos das novas faixas de isenção.​

  • Ela reforça que todos os contribuintes obrigados devem fazer a declaração corretamente, pagar o imposto devido e manter a organização fiscal em dia, mesmo com o cenário de maior alívio para 2026.


 
 
 

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