Novo Imposto de Renda: alívio para quem ganha até R$ 5 mil exige atenção de contribuintes com mais de uma fonte de renda, alerta a advogada e contadora Marcela Truzzi
- Adriano Novo

- 14 de jan.
- 2 min de leitura
A mudança nas regras do Imposto de Renda, que isenta quem ganha até R$ 5 mil por mês a partir de 1º de janeiro de 2026, vai aliviar o bolso de cerca de 15 milhões de trabalhadores brasileiros, mas exige organização de quem possui mais de uma fonte de renda. Em entrevista à EPTV Campinas, a advogada tributarista e contadora Marcela Truzzi, da VN Advogados, reforçou que, apesar do alívio mensal, muitos contribuintes podem se surpreender com imposto a pagar na declaração do ano que vem se não fizerem planejamento.
O que mudou no Imposto de Renda
Quem recebe até R$ 5 mil mensais passa a ficar isento do Imposto de Renda na fonte, reduzindo o desconto direto no contracheque.
Foi criada uma faixa intermediária de alívio tributário para rendas entre R$ 5 mil e R$ 7.350, com isenção parcial e desconto decrescente no imposto.
Acima de R$ 7.350 mensais, segue valendo a tabela progressiva atual, sem mudança nas alíquotas já conhecidas pelos contribuintes.
Alerta de Marcela Truzzi sobre múltiplas rendas
Marcela Truzzi explica que quem tem mais de uma renda precisa somar todos os valores: se o total mensal ultrapassar R$ 5 mil (ou mesmo R$ 7.350), pode não haver retenção na fonte, mas haverá acerto na declaração anual.
A especialista em direito tributário orienta que esses contribuintes guardem parte do valor que deixou de ser retido ou façam antecipações mensais à Receita Federal, para evitar surpresa com imposto a pagar em 2027, referente ao ano-calendário de 2026.
Impacto para a alta renda e lucros
A tributação da alta renda também foi alterada, com imposto mínimo incidindo sobre rendas acima de R$ 50 mil por mês ou R$ 600 mil por ano, com alíquotas progressivas de 0% a 10%.
Lucros e dividendos que superem R$ 50 mil mensais, assim como valores recebidos do exterior, passam a ter retenção na fonte de 10% de Imposto de Renda, deixando de ser totalmente isentos.
Efeito no bolso ao longo do ano
Trabalhadores que se enquadram na nova isenção ou no desconto parcial já devem sentir a diferença no salário de janeiro, normalmente pago no fim do mês ou início de fevereiro, com mais dinheiro disponível para outras contas.
A expectativa é de economia de até R$ 4 mil por ano para quem recebe até R$ 5 mil por mês, valor que muitos planejam usar para pagar aluguel, contas domésticas ou pequenas melhorias na qualidade de vida.
Declaração de 2025 continua igual
Marcela Truzzi ressalta que a declaração a ser entregue neste ano ainda se refere a 2025 e segue a tabela antiga, sem os efeitos das novas faixas de isenção.
Ela reforça que todos os contribuintes obrigados devem fazer a declaração corretamente, pagar o imposto devido e manter a organização fiscal em dia, mesmo com o cenário de maior alívio para 2026.



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